Blog Ueepa!

Samba Tech: uma história de sucesso!

Entrevista com Gustavo Caetano - fundador e CEO da Samba Tech Voltar ao Início

Entrevistado: Gustavo Caetano (fundador e CEO da Samba Tech) – um super case de empreendedorismo

Site: http://www.sambatech.com/

Você sabe o tanto de coisa que precisa acontecer por trás de um vídeo para que ele toque quando você clica no play?

Não, né? São tantos detalhes que é difícil imaginarmos. É ai que chegamos na essência da Samba Tech. Uma empresa que nasceu no meio da era digital e cuida de todos os processos que envolvem a produção de vídeos que serão distribuídos para todo o público conectado a internet.

Consegue imaginar como surgiu a Samba Tech? Pois bem, como toda empresa ela teve um início com dúvidas e desafios de criação. Hoje, depois de um investimento da DFJ FIR Capital, uma parceria Global com o MIT, 6 prêmios - entre nacionais e internacionais - e mais de 400 clientes, a Samba é a Plataforma de Vídeos Online líder na América Latina. E a cultura presente no DNA da empresa continua a mesma desde seus primórdios “uma empresa jovem, descontraída e inovadora”.

O Ueepa! bateu um papo com Gustavo Caetano, fundador e atual CEO da empresa. Vamos conhecer um pouco mais desta história rica em garra e criatividade.

1. Gustavo, como começou sua história como empreendedor?

Minha história de empreendedorismo começou antes de entrar na faculdade, mesmo sem eu saber ao certo o que de fato era empreendedorismo e muito menos o que viria pela frente. O turn-key que me fez montar a minha empresa veio de uma oportunidade que enxerguei em 2004.

Sempre fui fanático por tecnologia e por isso resolvi comprar um celular top-de-linha da época - que se resumia a uma tela colorida 18 cores. Minha rotina era uma ponte área BH-Rio-Araguari passava muito tempo em terminais rodoviários e aeroportos. Num desses dias, tentei me conectar a internet - WAP, naquela época 3G nem existia - e baixar um game para passar o tempo. Não consegui. Isso me fez lembrar o que estava aprendendo na faculdade: Quando se quer alguma coisa que não existe é porque tem demanda e possivelmente um mercado. Voltei pra casa e pesquisei sobre o assunto. Para minha surpresa, game mobile também era novidade nos EUA, mas na Europa esse mercado estava "esquentando". E no calor do momento tomei minha decisão: abordar umas das desenvolvedoras de jogos pra ser seu reseller local.

A verdade é que eu não tinha nem ideia de como faria isso. Mandei e-mails para mais de 10 companhias e uma me respondeu dizendo que poderia se reunir comigo, desde que eu levasse um Plano de Negócios. Com 22 anos nas costas e o conhecimento da faculdade criei um com o que tinha aprendido e em seguida viajei para Londres para apresentar a ideia. Pois é, deu certo!!!

2. Antes de iniciar sua vida como empreendedor você teve algum emprego fixo?

Sim, nunca fui de ficar parado, esperar a vida passar, por isso comecei a fazer estágio na empresa que meu pai trabalhava - uma gigante no ramo de seguros de saúde. Era o sonho dele. Durante esse período eu ficava extremamente incomodado com a burocracia e estrutura interna engessada. Era jovem e minha cabeça borbulhava de ideias, queria contá-las pra alguém, fazer algo de valor. Só que minhas ideias ou eram abortadas ou nem chegavam a ser ouvidas. Hoje vejo que o fato de querer agradar e orgulhar meu pai foi essencial para que pudesse sair da zona de conforto e lutar pelo meu objetivo de vida: trabalhar em um negócio em que em pudesse expor minhas ideias e que pudesse ser prazeroso. A solução que encontrei foi abrir o meu negócio com uma cultura interna diferenciada.

3. Algum empreendedor de sucesso era sua inspiração?

Existem alguns profissionais que são inspiradores.

Quando comecei a desenvolver a Samba minha maior inspiração foi meu pai. A vontade de orgulhá-lo me fez querer crescer e aprimorar processos e, claro, me desenvolver como profissional e pessoa.

“Montei um negócio para revolucionar a experiência digital, mas onde eu posso me divertir” Gustavo Caetano - CEO

4. Quais foram suas maiores dificuldades no começo?

Minha maior dificuldade inicial foi transmitir credibilidade, já que eu tinha apenas 22 anos e uma ideia na cabeça.

5. Como conseguiu um investidor para seu negócio?

Quando voltei para o Brasil, fui contar para o meu pai a novidade. Mesmo contrariado ele me parabenizou e me fez uma das perguntas mais difíceis das quais tive que encarar "com que dinheiro você abriu sua empresa?". Sem muito pensar respondi "é aí que você entra, me apresenta um cara rico?". Ele me apresentou Almir Gentil, o "Big Boss". Almir é médico de formação, foi diretor de Marketing por oito anos da Unimed do Brasil e tem um faro incrível para negócios. Vendi meu sonho, ele e meu pai compraram. Com o capital Angel de US$ 100 mil a Samba saiu do papel e pôde virar, na época, Samba Mobile. Um escritório com 20 m2 e quatro pessoas (sendo 3 estagiários). Como o mercado era novo, em um ano de operação conseguimos abrir mais de 40 canais de distribuição e escritórios no Chile e na Argentina para cobrir toda a América Latina. Nesse período, Rodrigo Paolucci, ex-diretor de Marketing e Vendas e atual CEO de uma outra empresa da Samba Ads, foi chamado para comandar a então área de "conteúdo". O Pedro Filizzola entrou no time logo em seguida e foi o responsável por prolongar o nosso período de maturação no mercado. Eles tinham criatividade, força de vontade e respiravam marketing.

6. Alguma vez pensou em desistir?

Desistir exatamente não. Mas tive que repensar o modelo de negócio e quais rumos eu queria dar para a Samba.

A Samba mudou seu foco de atuação. Era necessário construir uma tecnologia própria para se diferenciar. O celular passou a ser visto como mais um device para receber conteúdo, ou seja, como meio e não como um fim. Estávamos acompanhando as tendências e na época o Google estava prestes a comprar o YouTube. Sem muita certeza do que seria resolvemos apostar todas as nossas fichas no mercado de comunicação digital por vídeos online. Deu certo. Hoje, depois de um investimento da DFJ FIR Capital, uma parceria Global com o MIT, 6 prêmios - entre nacionais e internacionais - e mais de 400 clientes, somos a Plataforma de Vídeos Online líder na América Latina - mantendo, é claro, a cultura que me estimulou a montar a Samba: jovem, descontraída e inovadora.

7. Se pudesse mudar o passado, o que faria diferente?

Realmente não mudaria nada. Acredito que falhar algumas vezes é preciso para acertar o caminho. Tivemos que pivotar o modelo de negócios algumas vezes para encontrar o modelo que melhor atendesse nossas expectativas. Isso nos ajudou a aprimorar nossos serviços, atender com excelência e aplicar, no dia a dia, nosso DNA de inovação.

8. Quais são os planos para o futuro?

Queremos expandir nossos serviços para outros nichos de mercado que podem fazer uso da aplicação de vídeos online.

Ensino à distância, games e treinamentos corporativos online estão no nosso foco de atuação para 2015. Pretendemos expandir nossa atuação por meio de parcerias estratégicas com players renomados do mercado.

9. Quais são as dicas que você poderia dar para os futuros empreendedores?

Falhe o quanto antes! Quanto mais rápido você falhar, mais rápido encontrará o caminho correto a seguir.

Somente por meio dos erros conseguimos ajustar as arestas e crescer com maior segurança sobre o que estamos desenvolvendo.

Outro ponto que merece destaque é: observe problemas reais e pense em como os resolver da melhor forma possível. Esse é o real conceito de inovação.

© 2021 Ueepa!