
Um jovem de 13 anos pode já demonstrar talento para os negócios. Na verdade muitos podem ter talento, mas é preciso que ele acredite, tenha garra e muita coragem para encarar todos os desafios que terá que enfrentar. Este foi o caso de Ricardo José Alves, fundador do Griletto e presidente da Hlipar.
De origem portguesa e filho de um casal empreendedor – donos de uma padaria localizada na cidade de Mairinque (SP) - , Ricardo dedicou sua vida quase toda ao trabalho e assim ele conquistou o sucesso. Conheça alguns detalhes dessa caminhada na entrevista abaixo:
Comecei a empreender ainda adolescente, quando investi em um carrinho de lanches, aos 13 anos. Com a renda obtida no negócio comprei uma moto que, mais tarde, dei como entrada em um pequeno açougue na cidade, aos 18 anos. Sem experiência nenhuma no segmento, passei a trabalhar de madrugada, aprender sobre todas as funções de um açougue e de gestão de fornecedores. Em poucos anos, consegui desenvolver uma rede regional de açougues com seis pontos de venda de carnes na região de São Roque (SP).
Por menos de um ano trabalhei como representante comercial de um atacadista de Uberlândia (MG).
No final da década de 1990, os supermercados da região construíram os próprios açougues e os restaurantes passaram a comprar carne dos frigoríficos. Com essa mudança no perfil do mercado de carnes, alguns dos meus açougues começaram a enfrentar dificuldades, alguns até fecharam. Então, precisei pensar numa estratégia para aproveitar meu conhecimento do setor e continuar crescendo. Foi aí que optei por encerrar as atividades dos açougues e criei o primeiro restaurante Griletto, com a oferta de comida caseira e diversos tipos de grelhados, em um shopping de Itu, aproveitando o boom do segmento de shoppings no estado de São Paulo no início dos anos 2000.
Uma das maiores dificuldades foi fazer a transição de uma rotina e uma estrutura de um pequeno comerciante para um empresário a frente de um negócio maior. Em pouco tempo fui obrigado a aprender a construir uma equipe, delegar funções e responsabilidades e também a cobrar resultados.
Não. Sempre penso em realizar coisas novas.
Não ter medo de ousar e conseguir sempre encontrar oportunidades nos momentos mais difíceis.
Os negócios exigiram minha dedicação integral desde cedo. Meus pais sempre viram em mim a vontade e o prazer de empreender. Por isso, sempre me apoiaram nas minhas iniciativas.
A rotina dos negócios exigiu minha dedicação integral. No início da vida de empresário, acredito que a falta dos estudos pesou. Tive de buscar sozinho muitas informações por meio da leitura. Sem dúvida, a experiência que adquiri ao longo desses anos, muito com a prática da gestão dos restaurantes próprios, me ajuda a encontrar soluções mais rápidas para os problemas das redes.
Não. Como comecei a empreender muito novo, logo os negócios começaram a exigir minha dedicação integral.
Sim, fiz diversos cursos oferecidos pelo Sebrae.
Não, pelo contrário. Os anos de experiências me mostraram que muito do segredo do sucesso é não ter medo.
Acredito numa soma de um DNA empreendedor e muita dedicação.
Nada. Acredito que todas as minhas decisões, tanto as acertadas quanto as erradas, foram importantes para o meu amadurecimento como empreendedor e me ajudaram em todas as minhas conquistas.
Não ter medo de arriscar e buscar sempre aprender com a experiência de empreendedores mais experientes.
Uma empresa que nasceu ao acaso.
Uma tarefa que parece tão simples, requer habilidade e muita coragem!
Projeto promove o contato de adolescentes com o mundo empreendedor